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fev 17
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A legalização do e-mail marketing ainda está longe de se concretizar no Brasil. Depois de cinco anos de discussões, o assunto ainda se perde nas entrelinhas de nada menos que sete projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional, com a finalidade de escolher o melhor modelo de lei anti-spam a ser adotado oficialmente no PaÃs.
Uma das ambigüidades está no modelo de relacionamento entre remetente e destinatário. As leis divergem entre o opt-in (que proÃbe mandar mensagens comerciais sem uma concordância prévia por parte do destinatário) e o opt-out (que permite enviar mensagens comerciais, porém com a obrigação de prover um mecanismo para que o destinatário possa parar de receber as mensagens quando assim o desejar).
Há grupos que defendem uma variante, o soft opt-in, que abre uma exceção à prática do e-mail marketing quando já existe uma relação comercial entre remetente e destinatário, o que dispensa a obrigatoriedade de permissão explÃcita por parte do destinatário.
Em seminário realizado em Porto Alegre, no final do ano passado, os participantes se manifestaram favoráveis ao sistema opt-out (70% dos votos), fazendo coro à opinião da maioria dos profissionais do marketing, especialistas e até da classe polÃtica. A preferência se justifica porque o modelo opt-out simplificaria e facilitaria o trabalho de fiscalização.
O entrave é que, atualmente, a maioria das mÃdias não tem estrutura para oferecer opt-out ou opt-in. Os especialistas apontam como solução, incluir na legislação a obrigatoriedade de contratação de empresas especializadas em e-mail marketing, que se responsabilizem por toda e qualquer campanha publicitária. De forma organizada e democrática, estas empresas responderiam diretamente aos órgãos reguladores por eventuais práticas abusivas ou em desacordo com a lei.
Por: Marli Rudnik
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